Compreendendo o Perdão

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“Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta”.  (Mateus 5.23,24)

A reconciliação não é algo a ser praticado somente entre nós e Deus, mas também para com nossos irmãos. Reconhecemos, que, à semelhança da cruz, também temos duas linhas do fluir da reconciliação: a vertical (o homem com Deus) e a horizontal (entre os homens). O mesmo perdão que recebemos de Deus deve ser praticado para com nossos semelhantes.

QUEM NÃO PERDOA NÃO É PERDOADO

O perdão (ou a falta dele) faz muita diferença na vida de alguém. A reconciliação horizontal determina se a vertical que recebemos de Deus vai permanecer em nossa vida ou não. A palavra de Deus é clara quanto ao fato de que se não perdoarmos a quem nos ofende, então Deus também não nos perdoará. Foi Jesus Cristo quem afirmou isto no ensino da oração do Pai-nosso:

“Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”. (Mateus 6.14,15)

Deus tem nos dado seu perdão gratuitamente, sem que o merecêssemos, e espera que usemos do mesmo espírito misericordioso para com quem nos ofende. Se fluímos com o Pai Celestial no mesmo espírito perdoador, permanecemos na reconciliação alcançada pelo Senhor Jesus. Contudo, se nos negamos a perdoar, interrompemos o fluxo da graça de Deus em nossa vida, e nossa reconciliação vertical é comprometida pela ausência da horizontal. Cristo também nos advertiu com clareza sobre isto em uma de suas parábolas (faladas num contexto que envolvia o perdão):

“Por isso o reino dos céus é semelhante a um rei, que resolveu ajustar contas com os seus servos. E passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que devia dez mil talentos. Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o seu senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, e que a dívida fosse paga. Então o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo e tudo te pagarei. E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora, e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: paga-me o que me deves. Então o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo e te pagarei. Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. Vendo os seus companheiros o que havia se passado, entristeceram-se muito, e foram relatar ao seu senhor tudo o que acontecera. Então seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse toda a dívida. Assim também o meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”.  (Mateus 18.23-35)

O significado desta ilustração dada por Jesus Cristo é muito forte. Temos um rei e dois tipos de devedores. Se a parábola ilustra o reino de Deus, então o rei figura o próprio Deus. O primeiro devedor tinha uma dívida impagável, enquanto que a do segundo estava ao seu alcance. Não há como comparar a dívida de cada um. Dez mil talentos da dívida do primeiro servo era o equivalente a cerca de 200.000 dias de trabalho, enquanto que os cem denários que o outro servo devia era o equivalente a apenas cem dias de trabalho. Esta diferença revela a dimensão da dívida que cada um de nós tinha para com Deus, e que, por ser impagável, estávamos destinados à prisão e escravidão eterna. Contudo, sem que fizéssemos por merecer, Deus em sua bondade, nos perdoou. Portanto, Ele espera que façamos o mesmo. O cristão que foi perdoado de seus pecados e recusa-se a perdoar um irmão – seu conservo no evangelho – terá seu perdão revogado.

Isto é muito sério. As ofensas das pessoas contra a gente não são nada perto das nossas ofensas que o Pai Celestial deixou de levar em conta. E a premissa bíblica é de que se pudemos ser perdoados por Ele, então também devemos perdoar a qualquer um que nos ofenda.

A FALTA DE PERDÃO É UMA PRISÃO

Quem não perdoa, está preso. Lemos em Mateus 18.34: “E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse toda a dívida”. A palavra verdugo significa “torturador”. Além de preso, aquele homem seria torturado como forma de punição. A prática do ministério nos revela que o que Jesus falou em figura nesta parábola é uma realidade espiritual na vida de quem não perdoa. Os demônios amarram a vida daqueles que retém o perdão. Suas torturas aplicadas são as mais diversas: angústia e depressão, enfermidades, debilidade física, etc.

Muita gente tem sofrido com a falta de perdão. Outro dia ouvi alguém dizendo que o ressentimento é o mesmo que você tomar diariamente um pouco de veneno, esperando que quem te magoou venha a morrer. A falta de perdão produz dano maior em quem está ferido do que naquele que feriu. Por isso sempre digo a quem precisa perdoar: – “Já não basta o primeiro sofrimento, porque acrescentar um outro maior (a mágoa)”?

Alguns acham que o perdão é um benefício para o ofensor. Porém, eu digo que o benefício maior não é o que foi dado ao ofensor, mas sim o que o perdão produz na vítima, naquele que está ferido. Sem perdão não há cura. A doença interior só se complica, e a saúde espiritual, emocional e física da pessoa ressentida é seriamente afetada. Em outra porção das Escrituras (onde o contexto dos versículos anteriores é o perdão), vemos o Senhor Jesus nos advertindo do mesmo perigo:

“Entra em acordo sem demora com teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo”.  (Mateus 5.25,26)

Não sei exatamente como é está prisão, mas sei que Cristo não estava brincando quando falou dela. A falta de perdão me prende e pode prender a vida de mais alguém. Isto é um fato comprovado. Tenho presenciado gente que esteve presa por tantos anos, e ao decidir perdoar foi imediatamente livre. Isto também pode acontecer com você, basta decidir perdoar.

SEGUINDO O EXEMPLO DIVINO

Como deve ser o perdão? A pessoa tem que pedir o perdão ou merecê-lo para poder ser perdoada? Não. Devemos perdoar como Deus nos perdoou:

“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou”.  (Efésios 4.32)

O texto bíblico diz que nosso perdão e reconciliação horizontal deve seguir o exemplo da que Deus em Jesus praticou para conosco. Então, basta perguntar: – “Fizemos por merecer o perdão de Deus? Não. Então nosso ofensor também não precisa fazer por merecer”.

O perdão é um ato de misericórdia, de compaixão. Nada tem a ver com merecimento. O apóstolo Paulo falou aos efésios que o perdão é fruto de um coração compassivo e benigno. O perdão flui da benignidade do nosso coração, e não por haver ou não benignidade no ofensor.

Jesus disse que se eu souber que alguém tem algo contra mim, devo procurá-lo para tentar a reconciliação. Mesmo se tal pessoa não me procurar ou nem mesmo quiser falar comigo, tenho que ter a iniciativa, tenho que tentar. Deus ofereceu perdão gratuito a todos, independentemente de qualquer comportamento, e Ele é nosso exemplo!

NÃO HÁ LIMITE DE VEZES PARA PERDOAR

Certa ocasião, o apóstolo Pedro quis saber o limite de vezes que existe para perdoar alguém. E foi surpreendido pela resposta que Cristo lhe deu:

“Então Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.  (Mateus 18.21,22)

O Senhor declarou que mesmo se alguém repetir sua ofensa contra mim por quatrocentos e noventa vezes, ainda deve ser perdoado. Na verdade, os comentaristas bíblicos em geral entendem que Jesus não estava se prendendo a números, mas tentando remover o limite imposto na mente dos discípulos para perdoar.

Fico pensando o que seria de nós sem a misericórdia de Deus. Quantas vezes Deus já nos perdoou? Quantas mais Ele vai nos perdoar? Se devemos perdoar como também Deus em Cristo nos perdoou, então fica claro que não há limite de vezes para perdoar!

O DIABO É QUEM LEVA VANTAGEM

Já falamos que há uma prisão espiritual ocasionada por reter o perdão. E que demônios se aproveitam desta situação. Agora queremos examinar um outro texto bíblico que nos mostra nitidamente que a falta de perdão dá vantagem ao diabo:

“A quem perdoais alguma cousa, também eu perdôo; porque de fato o que tenho perdoado, se alguma cousa tenho perdoado, por causa de vós o fiz na presença de Cristo, para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios”.  (2 Coríntios 2.10,11)

O apóstolo Paulo revela que se deixamos de perdoar, quem vai se aproveitar da situação é Satanás, o adversário de nossas almas. Disse ainda, que não ignorava as maquinações do maligno. Em outras palavras, ele estava dizendo que justamente por saber como o diabo age na falta de perdão, é que não podia deixar de perdoar.

Precisamos entender que Deus não será engrandecido na falta de perdão. Que o ofendido não lucra nada por não perdoar. Que até mesmo o ofensor pode estar espiritualmente preso. O único que lucra com isso é o diabo, pois passa a ter autoridade na vida de quem decide alimentar a ferida do ressentimento.

A Bíblia nos ensina que não devemos dar lugar ao diabo (Ef 4.27). Que ele anda em nosso derredor rugindo como leão, buscando a quem possa tragar (1 Pe 5.8), e que devemos resisti-lo (Tg 4.7). Mas quando nos recusamos a perdoar, estamos deliberadamente quebrando todos estes mandamentos.

CONSELHOS PRÁTICOS

Para aqueles que reconhecem que não há saída a não ser perdoar, mas que, por outro lado, não é algo tão fácil de se fazer, quero oferecer alguns conselhos práticos que serão de grande valia.

Primeiro, o perdão não é um sentimento, é uma decisão e também uma atitude de fé. Já dissemos que o perdão não é por merecimento, logo, não tenho motivação alguma em minhas emoções a perdoar. Não me alegro por ter sido lesado, mas libero aquele que me lesou por uma decisão racional. Portanto, o perdão não flui espontaneamente, deve ser gerado no coração por levar em consideração aquilo que Deus fez por mim e sua ordem de perdoar. As conseqüências da falta de perdão também devem ser lembradas, para dar mais munição à razão do que à emoção.

É preciso fé para perdoar. Certa ocasião quando Jesus ensinava seus discípulos a perdoarem, foi interrompido por um pedido peculiar:

“Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se por sete vezes no dia pecar contra ti, e sete vezes vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe. Então disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé”.   (Lucas 17.3-5)

Naquele instante os discípulos reconheceram que para praticar este nível de perdão iriam precisar de mais fé. E Jesus parece ter concordado, pois nos versículos seguintes lhes ensinou que a fé é como semente, quanto mais se exercita (planta) mais ela cresce (se colhe).

É necessário crer que Deus é justo e que Ele não nos pede mais do que aquilo que podemos dar. Se Deus nos pediu que perdoássemos, Ele vai nos socorrer dispensando sua graça no momento em que tivermos uma atitude de perdão.

Muitas vezes o perdão precisa ser renovado. Depois de declarar alguém perdoado, o diabo, que não quer perder seu domínio, vai tentar renovar a ferida. Em Provérbios 17.9 as Escrituras Sagradas nos falam sobre encobrir a questão ou renová-la. É preciso tomar uma decisão de esquecer o que houve, e renovar somente o perdão. Cada vez que a dor tentar voltar, declare novamente seu perdão. Ore abençoando seu ofensor. Lute contra a mágoa!

É importante ver os ofensores como vítimas. Isto é algo especial que vejo em Jesus na cruz:

“Contudo Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.  (Lucas 23.34)

Em vez de olhar para eles como quem merece punição e castigo, Jesus enxerga que eles também eram vítimas. Aqueles homens estavam em cegueira e ignorância espiritual, debaixo de influência maligna, sem nenhum discernimento de quem estavam de fato matando. Eram vítimas de todo um sistema que os afastou de Deus e da revelação das Escrituras. E ao reconhecer que ele é que eram vítimas, em vez de alimentar dó de si mesmo (como nós faríamos), Jesus teve compaixão deles. Acredito que este é um princípio para o perdão fluir livremente. Assim como Jesus o fez, deixando exemplo, Estevão, o primeiro mártir do Cristianismo, também o fez:

“Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado”.  (Atos 7.60)

Quando você começa a enxergar as misérias da vida espiritual de seu ofensor (ao menos a que manifestou no momento de te ferir), e canaliza o amor de Deus por ele, como você também necessita do amor divino ao se achegar arrependido em busca de perdão, a coisa fica mais fácil.

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Autor: Luciano P. Subirá. É o responsável pelo Orvalho.Com – um ministério de ensino bíblico ao Corpo de Cristo. Também é pastor da Comunidade Alcance em Curitiba/PR. Casado com Kelly, é pai de dois filhos: Israel e Lissa.

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Um exército de valor incalculável

Pessoas como Hur são inestimáveis. A tarefa realizada por Hur na ocasião daquela batalhão de Israel pode não parecer muito para você e para mim. Contudo, se não fosse pelo trabalho dese homem, Moisés não teria tido a força para fazer o seu trabalho, e Josué nunca teria sido capaz de conduzir Israel à vitória naquela batalha.

Podemos dizer que as coisas não mudaram muito desde aqueles dias. Na igreja de hoje ainda encontramos os Moisés, os Arãos, os Josués. Ainda há aquelas pessoas que recebem o crédito, aquelas que são vistas, aquelas que estão em evidência realizando a obra do ministério. No entanto, por trás de todas essas pessoas há um exército de Hurs.

Existe um grande número de cristãos orando, jejuando, e levando as cargas de modo que as pessoas da comissão de frente sejam capazes de fazer o seu trabalho. A geração Hur são pessoas que oram e buscam a face do Senhor, e que levantam as mãos daqueles que estão cansados na obra do Pai. Sim, eles são absolutamente indispensáveis.

A geração Hur está interessada em pessoas, está interessada em agradar a Deus. Ela reconhece que Deus também está interessado em pessoas que O sirvam por amor, e não por reconhecimento humano. Ela trabalha com alegria para Jesus. Você não tem que motivá-la pois todos que fazem parte dela querem trabalhar para Jesus com alegria e motivação elevadas. Eles trabalham com paixão, com energia. Servem a Jesus não para receberem os aplausos humanos, mas para glorificar o nome do Senhor, para agradar a Deus. Eles são uma geração apaixonada, como diz em Josué 23. 10-11: “Um só de vocês faz fugir mil, pois o Senhor, o seu Deus, luta por vocês, conforme prometeu. Por isso, dediquem-se com zelo a amar o Senhor, o seu Deus.”

Josué 23.11 conclama o povo a dedicar-se ao Senhor. Era uma dedicação tal que produziria feitos extraordinários. O versículo 10 diz: “Um só de vocês faz fugir mil, pois o Senhor, o seu Deus luta por você, conforme prometeu”. Em seguida, ele aconselha: “Por isso dediquem-se com zelo a amar o Senhor, o seu Deus”. Essa dedicação tem a ver com zelo e amor. Ele está falando de intensidade. A geração Hur é intensa, é apaixonada, trabalha com prazer porque trabalha por amor a Jesus, por amor às almas.

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Extraído do Livro “A Geração Hur” – Abe Huber, MDA Publicações, 2014.

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Praticando o discipulado relacional num círculo missionário

Um grupo da Intervarsity (Aliança Bíblica Universitária) estava “quebrando a cabeça” para encontrar maneiras de atrair os não crentes. Os eventos sociais  não estavam funcionando, apesar de todos os convites e planejamentos. Finalmente, um obreiro exasperado disse: “Eu vou trazer o meu amigo não-cristão para a reunião de oração esta noite”. O líder do grupo estava com medo do que poderia acontecer. Será que o incrédulo se fecharia para a leitura das Escrituras, o culto cristão, e o compartilhamento profundo?

O não crente chegou à reunião e amou cada momento. Ele ficou emocionado ao ver as pessoas adorando. Ele gostou do compartilhamento profundo. Ele provou a autenticidade, e foi muito bom!

Enquanto refletiam sobre o que aconteceu, eles passaram a ver que seus amigos não cristãos estavam com fome de Deus, com fome de realidade e de relacionamento. Eles não queriam programas impessoais, eletrizantes. Eles queriam fogo, calor, a verdade.

A igreja primitiva cresceu quando Deus acendeu um fogo entre os primeiros cristãos para viverem a vida cristã. Atos 2.43-47, diz:

“Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos.”

Quando Cristo é a Cabeça ativa de sua igreja, e Seu povo está afinado com Ele, Ele acrescenta dia a dia novas pessoas à igreja.

Patrício acreditava que pertencer vem antes do crer.

Quando as pessoas experimentam o amor genuíno e serviço, elas param para observar. Bryan Stone escreve:

A coisa mais evangélica que a igreja pode fazer, portanto, é ser igreja não apenas em público, mas como um público novo e alternativo; não apenas na sociedade, mas como uma nova e distinta sociedade, um existência social nova e sem precedentes.

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Extraído do Livro “Discipulado Relacional” – Joel Comiskey, MDA Publicações, 2014.

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Sirvam uns aos outros

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Os discípulos eram muito parecidos conosco. Eles tinham visões de grandeza e sucesso pessoal. Dois dos discípulos se aproximaram de Jesus, pedindo para ocupar posições de poder no reino (Marcos 10.35). Os dois estavam dispostas a saltar sobre os outros discípulos, se necessário. “Eles responderam: Permite que, na tua glória, nós assentemos um à tua direita e outro à tua esquerda” (Marcos 10.37).

Observe a reação dos outros dez discípulos: “Quando os outros dez ouviram essas coisas, ficaram indignados com Tiago e João” (Marcos 10.41).

De acordo com Jesus, os maiores discípulos são aqueles que se doam para fazerem dos outros um sucesso.

Lembrei-me de uma cena do filme Yes Man, em que Jim Carey tenta ascender a um cargo executivo, apenas para descobrir mais de cem ex-executivos desempregados arranhando, lutando, e cruelmente competindo por uma vaga. Tentar passar por cima dos outros para chegar ao topo sempre gera indignação, inveja e competição.

A mentalidade de muitos é: faça o que for preciso para chegar até o topo, mesmo que isso signifique passar por cima dos outros pelo caminho até chegar lá. Cristo respondeu aos dois discípulos:

“Jesus os chamou e disse: Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois nem mesmo o Filho de homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10.42-45).

De acordo com Jesus, os maiores discípulos são aqueles que se doam para fazerem dos outros um sucesso. Eles são capacitados pelo Espírito de Deus para servirem os outros antes de a si mesmo. Este é um contrate tão grande com os nossos próprios desejos egoístas que exige uma nova natureza para que funcione.

E Deus prontamente provê amor sobrenatural para quem pedir. Paulo diz:

“Pois o amor de Cristo nos constrange… E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (II Coríntios 5.14,15).

Como o amor de Deus flui através de nós, somos capacitados para servir aos outros e olhar não só para nossos próprio interesses, mas para os interesses de outros (Filipenses 2.4).
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Extraído do Livro “Discipulado Relacional” – Joel Comiskey, MDA Publicações, 2014.

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Voltando ao discipulado relacional

Deus deseja que sejamos dependentes Dele e interdependentes uns dos outros. Comunidade tem a ver com o povo de Deus trabalhando juntos, comendo juntos e servindo juntos. Jesus nos chamou para viver a fé cristã. Somos criaturas sociais, e nosso Criador colocou dentro de nós uma necessidade de relacionamentos. Um sinal encorajador é que as gerações que estão chegando são mais relacionais. A cultura pós-moderna deseja comunicação autêntica com as pessoas. Eles estão dizendo: “Nós não queremos fazer igreja sem relacionamentos amorosos”.

As pessoas mais jovens, em geral, são muito mais abertas à vida em comunidade e aos relacionamentos do que seus predecessores. A igreja emergente está com fome de relacionamentos cristocêntricos e ministérios baseados na realidade. Eles querem ver Jesus nas pessoas, antes que estejam prontos para se “decidirem” por Jesus. A próxima geração anseia por uma forma relacional da igreja – uma que veja o ministério em termos do ministério relacional que havia no Novo Testamento, em vez de um de técnicas e programas desenhados para fazer a igreja crescer.

LIVRODISCIPULADORELAC

Extraído do Livro “Discipulado Relacional” – Joel Comiskey, MDA Publicações, 2014.

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Como garantir uma boa integração

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Se o contato da pessoa com as reuniões da igreja começou pelo LAR, a integração deve  ter início ali mesmo, no LAR, com os irmãos sendo amorosos e atenciosos com aquele ou aquela visitante.

Se o contato for direto com a celebração de domingo, o acolhimento e as pessoas que o levaram – que o conhecem, ou que estejam por perto na igreja – devem dispensar-lhe toda a atenção e cuidado.

Logo após a conversão, o novo decidido deve receber uma fonovisita em 24 (vinte e quatro) horas, para dar-lhe as boa vindas à família, e fazer a marcação de uma visita pessoal.

Ainda na primeira semana da conversão ele deve ser inserido em um LAR, se ainda não estiver, e começar o Acompanhamento Inicial – discipulado um a um.

Membros ativos e frutíferos foram conquistados porque as pessoas se interessaram por eles. Membros ativos e frutíferos foram conquistados porque foram convidados para almoçar e fazer outras refeições nas casas dos líderes ou de outros membros mais antigos.

Membros ativos e frutíferos foram conquistados porque as pessoas da célula e da igreja se preocuparam com suas famílias. Membros ativos e frutíferos foram conquistados porque sentiram que as pessoas demonstraram genuíno interesse por eles. Quando as pessoas são amadas e valorizadas, suas mentes e se seus corações se abrem para aquilo que temos a dizer.

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Extraído do Livro “Treinamento de Líderes de Células” – Abe Huber & Ivanildo Gomes, MDA Publicações, 2010.

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O princípio de se santificar em favor dos discípulos

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No versículo 19 de João 17 lemos: “E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade”. Este é o princípio do reconhecimento da lei da reprodução. Jesus está dizendo que se santifica a si mesmo. Mas, espere um pouco! Ele já não é totalmente santo? Sim, ele é, mas a Bíblia diz em Apocalipse 22.11: ” O santo continue a santificar-se”, e então podemos ver que até quem já é totalmente santo pode continuar a crescer em santidade. Quando Jesus olhou para os discípulos e viu tanta falta de santidade, ele soube que a única maneira de ajudá-los era se santificando, porque sabia que ele iria reproduzir neles o que ele era. Você só pode passar para os seus discípulos o que você primeiramente recebeu. Você só pode reproduzir neles aquilo que 0 Espírito Santo já gerou dentro de você. Por isso Jesus se santificava em favor dos seus discípulos, pois ele sabia que isso iria produzir mais santidade neles.

Às vezes nas minhas viagens ouço pastores falando mal de suas congregações, e assim eles estão, na verdade, falando mal de si mesmos, porque as ovelhas sempre são um reflexo do pastor. Os discípulos sempre são um reflexo do discipulador, porque você reproduz neles não somente  as suas qualidades, mas também os seus defeitos. Então, se  você quer ver os seus discípulos se santificando mais, só exite um caminho, que é o caminho da reprodução. Jesus sabia disso, por isso ele falou, em outras palavras: “Eles têm que crescer em santidade, então eu também vou me santificar mais, para que eu possa reproduzir maior santidade neles”.

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Extraído do Livro “Discipulado Um a Um: Crescimento com Qualidade” – Abe Huber, MDA Publicações, 2012.

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