O Discipulador Cristão – Aquele que Discipula

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Diz um ditado popular: “a corda sempre se rompe do lado mais fraco”. Na obra de Deus a parte mais fraca da “corda” é o lado dos discipuladores.

Em muitas igrejas o grupo de pessoas espirituais que geralmente estão dispostas a fazer outros discípulos é reduzido, e a obra de Deus deixa de crescer e de propagar-se (Mateus 9.37-38). Na verdade, quando um cristão já compreendeu e assimilou as lições básicas da vida cristã, ele já pode também começar a discipular outros cristãos (Atos 9.10-20).

O cristão relativamente experimentado não deveria adiar o momento de ensinar a outros aquelas lições que ele mesmo já aprendeu (para isso ele vai valer-se da ajuda de seu discipulador e dos materiais disponíveis, como o Acompanhamento Inicial para o discípulo e Manual do Discipulador para si mesmo).

Devemos entender que, no princípio, ninguém possui todas as características ideais para ser um discipulador. Estas coisas se obtêm precisamente por meio da experiência de ensinar a outros (ninguém nasce sendo pai, mãe, líder ou profissional; tudo isto se aprende no decurso da vida). 

O CORAÇÃO DO DISCIPULADOR E SUA NATUREZA ESPIRITUAL

Levar alguém à maturidade espiritual requer uma grande disposição do coração (I Coríntios 9.19-23; Filipenses 1.3-11; I Tessalonicenses 2.5-8).

O crente que amadurece sente uma grande carga pelos irmãos, e deseja de todo coração levá-los à maturidade espiritual (II Coríntios 3.1-3, Gálatas 4.19; Colossenses 1.24-29; I Tessalonicenses 2.19-20).

Um coração bem disposto não se obtém de um dia para outro, já que ele é resultado de passar por um amplo processo de aprendizagem. A duração desse processo vai desde a dureza de nosso coração até a ternura do coração de Cristo (Efésios 4.11-14).

As provas e as crises são coisas que Deus utiliza para moldar nosso coração. Devemos aceitar e permitir que essas coisas tenham lugar em nós para gerar um conhecimento prático de Deus superior ao teórico (Gálatas 4.19, II Coríntios 4.7-15; I Tessalonicenses 3.1-7).

Não devemos ficar desorientados, nem nos sentindo condenados, nem perder a paciência, quando precisarmos cuidar de nossas próprias crises, e deixarmos momentaneamente outros irmãos com necessidade de ajuda. Como discipuladores, Deus nos levará a explorar novos terrenos da vida cristã para que depois possamos ajudar os outros a entrar e caminhar neles (II Coríntios 1.3-6).

O coração do crente maduro tem certas características espirituais:

  • Está disposto a começar de novo com o mesmo discípulo quantas vezes for necessário – sempre que Deus o permita (João 20.24-27).
  • É persistentemente amoroso, e amorosamente persistente com o discípulo (João 21.9-19).
  • Está disposto a continuar com a preparação de outros discípulos quando um discípulo o abandona (II Timóteo 4.9-11). Mesmo assim, ele nunca desiste daquele que se foi, mas exerce fé para que ele retorne e seja bênção.O trabalho de um coração espiritual glorifica a Deus (I Samuel 13.13-14; Atos 13.21-22).

3D Livro - Ide e Fazei DiscipulosExtraído do Livro “Ide e Fazei Discípulos” – Abe Huber & Ivanildo Gomes, MDA Publicações, 2012.

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