A Trindade operando em nós

Quantas vezes prometemos por nossa própria força fazer algo e não conseguimos? Tanta vezes fizemos promessas de tipo:

  • “Eu vou praticar a regra de ouro”.
  • “Eu vou amar o meu inimigo, porque Deus manda”.
  • “Eu amarei o meu próximo”.

O ponto chave é que, sem o Espírito de Deus agindo por meio de nós, não podemos cumprir o “uns aos outros” das Escrituras.

Sofremos de uma mentalidade individualista, altamente competitiva. Estamos determinados a não nos submetermos a ninguém. A harmonia e amor dentro da Trindade é tão distinta da nossa própria natureza humana, que Ele tem que nos transformar com o mesmo amor, para que a vida em comunidade possa acontecer. Sair de uma vida de individualismo em direção a uma vida em comunidade requer uma poderosa transformação interior. É Deus quem faz isto em nós, e esta vida fluirá para os outros.

Eu amo o tempo de devoção pessoal e até escrevi um livro a respeito disto. No entanto, cada vez mais eu entendo que as devoções pessoais não são realmente pessoais. Em vez disso, um tempo de devoção pessoal é comunhão com a Trindade, os três em um. As devoções têm a ver com crescer numa relação de amor com um Deus que não age de forma independente, egoísta, individualista. O nosso relacionamento com Ele, então, transborda para o nosso relacionamento com os outros.

Durante um tempo a sós com Deus você capta um vislumbre do que realmente é o perfeito amor e unidade. Depois de passar tempo em Sua presença, podemos ver os outros através de Seus olhos. Dietrich Bonhoeffer experimentou os horrores do Nazismo alemão, a personificação do orgulho centrado no ser humano. No entanto, no meio de tamanho caos, Bonhoeffer escreveu Vida em Comunhão, um tratado da comunhão teocêntrica entre os crentes. Ele escreve:

“Por isso o crente louva o Criador, Redentor, Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, pela presença física de um irmão. O prisioneiro, o doente, o cristão no exílio vê na companhia de um colega cristão um sinal físico da presença graciosa do Deus triúno.”

Deus nos ajuda a ver a Sua presença nos outros e amá-los como Ele o faz. Ele nos transforma para agirmos como Ele. Atuar de forma independente vai contra o Seu caráter. A vida em comunidade, na verdade, é a própria natureza de Deus.

Nosso objetivo deveria ser nos render ao Espírito e permitir que Ele nos dê forma. Ao fazermos isso, Ele vai nos mover a amar uns aos outros, servir uns aos outros, esperar uns pelos outros, andar em humildade uns com os outros e cumprir os mandamentos “uns aos outros” da Bíblia. Falando da liberdade do crente, o apóstolo Paulo afirma que “ninguém deve buscar o seu próprio bem, mas sim o dos outros” (I Coríntios 10.24)

LIVRODISCIPULADORELAC
Extraído do Livro “Discipulado Relacional” – Joel Comiskey, MDA Publicações, 2014.

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