Seja um pastor para cada pessoa do seu LAR (Lugar de Ampliação e Restauração)

Busque no Senhor um coração de pastor. Lembre-se de que uma das razões pelas quais a igreja é organizada em Lares é para garantir que cada membro esteja sendo pastoreado.

Quando um líder de LAR se doa pelas suas ovelhas, seu LAR começa a crescer, pois quando Deus vê nossa fidelidade, Ele nos promove. Quem é fiel no pouco, é promovido. “Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25.21)

Veja a atitude de Jesus para com aquele que o pai lhe entregava: “Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura” (João 17.12 – RA).

Agora veja o mesmo versículo na Linguagem de Hoje: “Quando estava com eles no mundo, eu os guardava pelo poder do teu nome, o mesmo nome que me deste. Tomei conta deles; e nenhum se perdeu, a não ser aquele que já ia se perder para que se cumprisse o que as Escrituras Sagradas dizem” (João 17.12 – LH).

Algumas verdades que nos ajudam a cuidar melhor das ovelhas que nos foram confiadas:

1. Quando pastoreamos, estamos evidenciando nosso amor por Jesus. 

“Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: Simão, filho de João, tu me amas? Ele respondeu: Sim, senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas. Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas” (João 21.15-17).

2. Nós vamos prestar contas a Deus das ovelhas que nos foram confiadas, assim como na parábola dos talentos. 

3. Deus só vai nos confiar novas ovelhas à medida que cuidarmos bem e formos zelosos com aquelas que ele já nos confiou. 

4. Quem é fiel no pouco, sobre o muito será colocado.

O princípio da semeadura se aplica aqui também. Nunca seu trabalho será em vão. Você colherá, de um jeito ou de outro, o esforço e a dedicação semeados. Mesmo que aquela pessoa não responda, outros nos quais você não investiu tanto se levantarão para a sua equipe.

5. Se formos negligentes, logo um conceito negativo vai se espalhando a nosso respeito.

Pessoas começam a falar mal do seu ministério ou do seu LAR, porque elas não foram bem alimentadas, ajudadas, corrigidas, amadas, confrontadas, pastoreadas, discipuladas. Mas se formos bons pastores, os comentários serão outros.

3D Livro Sua Igreja em Celulas NE

Extraído do Livro “Sua Igreja em Células: Formando Líderes de Excelência” – Sabá Liberal & Abe Huber, MDA Publicações, 2011.

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O discipulador deve ter determinação e compromisso

Aquele que assume o compromisso do discipulado deve estar consciente da grande responsabilidade que está assumindo. Este compromisso pode ser deleitoso, caso assuma totalmente este ministério, pois é um ministério de formação de vidas, e o discipulador poderá ver na prática o fruto do seu trabalho. Porém, deve ser lembrado que os discípulos serão pessoas que, muitas vezes, vêm para a igreja feridas, problemáticas, decepcionadas.  Muitas vezes seus conceitos e costumes estão errados e deverão ser trabalhados através de um acompanhamento sincero, onde o discipulador deverá identificar-se com tais pessoas e seus problemas, mas não deixar de confrontar o que está errado. Precisa ser equilibrado, para não tomar uma posição legalista (Tito 2.11-15). Isto deve ser feito com amor e zelo.

O princípio a ser seguido aqui entre discipulador e discípulo é o da “identificação”. Caso o discipulador não se identifique com o problema do discípulo, este não sentirá segurança em ser pastoreado, comprometendo assim o objetivo do discipulado.

Muitas vezes o discípulo será acometido de desânimo, e caso o discipulador não tenha determinação e compromisso, ele mesmo será absorvido pelo desânimo do seu discípulo. Por isso aconselhamos que você nunca falte aos compromissos, e só desmarque em casos totalmente incontornáveis.

3D Livro - Ide e Fazei DiscipulosExtraído do Livro “Ide e Fazei Discípulos” – Abe Huber & Ivanildo Gomes, MDA Publicações, 2012.

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Evangelismo e integração são funções dos LARES

Os LARES são alicerçados em três objetivos muito claros: Evangelismo e sendo de comunidade, discipulado e paternidade espiritual, treinamento de novos discipuladores e líderes dentro do próprio LAR. Os dons espirituais de todos são identificados e aperfeiçoados dentro do LAR, e assim são eles projetados para uma esfera maior de ministério.

Muitas outras coisas acontecem quando praticamos esses dois postulados. A Palavra de Deus é estudada, a oração acontece em todos os níveis, e relacionamentos profundos são desenvolvidos no ambiente do LAR. Os membros se reúnem para tomar café juntos, para orar, para caminhar juntos, correr, fazer exercícios, para fazer visitas nos hospitais, nos presídios… mas todos esses podem ser considerados como os “sub-produtos,” não os objetivos primários. O alvo maior é a transformação da vizinhança por meio da reprodução e multiplicação, tanto de pessoas como dos LARES.

3D Livro Igreja em Acao

Extraído do Livro “Igreja em Ação: Desejos e Perspectivas” – Ivanildo Gomes, MDA Publicações, 2011.

Obs: Mudança nas palavras de “célula” para “LAR” (Lugar de Ampliação e Restauração)

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O Modelo de Atos dos Apóstolos

Ao olhar para o modelo de amor e cuidado apresentado no capítulo 2 do livro de Atos nós vamos encontrar algumas características bem óbvias.

Enquanto eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos, havia o componente do amor, do cuidado, da atenção para com todos. As células não podem ser apenas um grupo de estudo bíblico, pois isto pode afastar as pessoas.

As células de Atos 2 não eram meramente grupos de oração. A oração é extremamente importante e essencial, mas as células não podem ser apenas para intercessão e clamor.

A comunhão íntima era muito importante, mas havia muito mais que isto naqueles grupos. A comunhão deles era de um tipo mais profundo.

Laços íntimos e entranhados de relacionamentos e comunhão aconteciam ali. O senso decomunidade era palpável. Os membros sentiam que eles pertenciam uns aos outros, e manifestavam cuidado e compartilhamento de maneiras práticas. O cuidado pastoral real era extensivo a todos. Eles prestavam conta uns aos outros; valorizavam a família e o grupo.

Do Pentecostes até o capítulo 8 do livro de Atos a igreja cresceu exponencialmente. Mesmo assim a Bíblia não mostra que eles tinham grandes problemas de logística, de acomodar o número crescente de pessoas sendo salvas. Como isto era possível?

Você não encontra, em nenhuma das epístolas de Paulo, de Pedro ou de João, eles levantando fundos para ajudar a construir uma grande basílica ou catedral em Jerusalém, porque havia milhares de pessoas. Mas você encontra Paulo levantando coletas para socorrer os irmãos pobres da Judeia. Você encontra Paulo, Pedro e João exortando ao amor, à comunhão, ao cuidado mútuo, à santidade e à multiplicação. Você encontra Paulo abençoando e elogiando o trabalho dos “líderes de célula”e “supervisores” que labutavam na obra do Senhor.

Os crentes do primeiro século se reuniam constantemente nos lares (Atos 2.46-47). Eles não estavam limitados pela necessidade de construir muitos prédios ou realizar muitos cultos seguidos em um prédio só. Paulo disse que ele tinha proclamado o evangelho publicamente e de casa em casa (Atos 20.20). Seus cooperadores Priscila e Áquila tinham um grupo desses que se reunia na casa deles (Romanos 16.3-5).

3D Livro Igreja em Acao

Extraído do Livro “Igreja em Ação: Desejos e Perspectivas” – Ivanildo Gomes, MDA Publicações, 2011.

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Perdoados e perdoando

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Tornar-se um discípulo relacional envolve perdoar os outros, mas também significa pedir aos outros que nos perdoem. Provérbios 6.2-5 diz:

(se você) “… caiu na armadilha das palavras que você mesmo disse, está prisioneiro do que falou. Então, meu filho, uma vez que você caiu nas mãos do seu próximo, vá e humilhe-se; insista, incomode o seu próximo! Não se entregue ao sono, não procure descansar. Livre-se, como a gazela se livra do caçador, como a ave do laço que a pode prender”.

Se você já estragou tudo e você sabe disso, não permita que seu orgulho lhe diga que não importa. Não. Vá até essa pessoa que você ofendeu e peça-lhe perdão. Jesus disse:

“Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também, qualquer que disser a seu irmão: ‘Racá’, será levado ao tribunal. E qualquer que disser: ‘Louco’, corre o risco de ir para o fogo do inferno. Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta.” (Mateus 5.22-24)

Mesmo que o seu irmão escolha não lhe perdoar, você pode ter certeza que você foi perdoado por Deus, e que você fez o que Deus lhe pediu para fazer.

Deus quer nos abençoar com este processo. Ele quer nos libertar do sofrimento e da amargura que vêm com a falta de perdão. O perdão é uma fonte de benção, não apenas para a outra pessoa, mas para nós também.

A Bíblia é clara ao mostrar que Deus quer nos moldar em discípulos relacionais.

LIVRODISCIPULADORELAC
Extraído do Livro “Discipulado Relacional” – Joel Comiskey, MDA Publicações, 2014.

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A Trindade operando em nós

Quantas vezes prometemos por nossa própria força fazer algo e não conseguimos? Tanta vezes fizemos promessas de tipo:

  • “Eu vou praticar a regra de ouro”.
  • “Eu vou amar o meu inimigo, porque Deus manda”.
  • “Eu amarei o meu próximo”.

O ponto chave é que, sem o Espírito de Deus agindo por meio de nós, não podemos cumprir o “uns aos outros” das Escrituras.

Sofremos de uma mentalidade individualista, altamente competitiva. Estamos determinados a não nos submetermos a ninguém. A harmonia e amor dentro da Trindade é tão distinta da nossa própria natureza humana, que Ele tem que nos transformar com o mesmo amor, para que a vida em comunidade possa acontecer. Sair de uma vida de individualismo em direção a uma vida em comunidade requer uma poderosa transformação interior. É Deus quem faz isto em nós, e esta vida fluirá para os outros.

Eu amo o tempo de devoção pessoal e até escrevi um livro a respeito disto. No entanto, cada vez mais eu entendo que as devoções pessoais não são realmente pessoais. Em vez disso, um tempo de devoção pessoal é comunhão com a Trindade, os três em um. As devoções têm a ver com crescer numa relação de amor com um Deus que não age de forma independente, egoísta, individualista. O nosso relacionamento com Ele, então, transborda para o nosso relacionamento com os outros.

Durante um tempo a sós com Deus você capta um vislumbre do que realmente é o perfeito amor e unidade. Depois de passar tempo em Sua presença, podemos ver os outros através de Seus olhos. Dietrich Bonhoeffer experimentou os horrores do Nazismo alemão, a personificação do orgulho centrado no ser humano. No entanto, no meio de tamanho caos, Bonhoeffer escreveu Vida em Comunhão, um tratado da comunhão teocêntrica entre os crentes. Ele escreve:

“Por isso o crente louva o Criador, Redentor, Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, pela presença física de um irmão. O prisioneiro, o doente, o cristão no exílio vê na companhia de um colega cristão um sinal físico da presença graciosa do Deus triúno.”

Deus nos ajuda a ver a Sua presença nos outros e amá-los como Ele o faz. Ele nos transforma para agirmos como Ele. Atuar de forma independente vai contra o Seu caráter. A vida em comunidade, na verdade, é a própria natureza de Deus.

Nosso objetivo deveria ser nos render ao Espírito e permitir que Ele nos dê forma. Ao fazermos isso, Ele vai nos mover a amar uns aos outros, servir uns aos outros, esperar uns pelos outros, andar em humildade uns com os outros e cumprir os mandamentos “uns aos outros” da Bíblia. Falando da liberdade do crente, o apóstolo Paulo afirma que “ninguém deve buscar o seu próprio bem, mas sim o dos outros” (I Coríntios 10.24)

LIVRODISCIPULADORELAC
Extraído do Livro “Discipulado Relacional” – Joel Comiskey, MDA Publicações, 2014.

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Qualidades necessárias em um líder de célula (Parte 3)

Nessa terceira e última parte, abordamos os estilos de liderança.

Existe um estilo de liderança?

Tradicionalmente, há quatro estilos de liderança: Autocrático,  Autoritário, Democrático e o que não intervém ou Permissivo.

  • Um líder autocrático é dominante e é ditatorial

Ele procura ter o controle total, com frequência toma decisões unilateralmente e não leva em consideração o ponto de vista dos outros. Para ele os membros são apenas ouvintes e seguidores.

  • Um líder autoritário tem uma direção definida em mente, mas está aberto às ideias dos outros. 

Ele normalmente tem um forte controle, mas ainda assim os membros estão ativamente envolvidos na discussão das ideias e objetivos do líder. Ele está aberto para modificações baseadas nas ideias do grupo, mas, normalmente, não muda seus objetivos pessoais para o grupo. Este tipo de líder usa seu poder para envolver os outros.

  • O líder democrático é centralizado no grupo, e partilha o controle com a célula. 

Ele valoriza a capacidade e opiniões dos outros. Este estilo de liderança cria um senso de segurança na célula. Todas as regras, alvos, e metas são um assunto para discussão da célula, e o objetivo do líder é obter a participação da célula.

  • O líder que não intervém, ou permissivo é aquele que simplesmente deixa as coisas acontecerem, é passivo. 

Há um controle mínimo nas mãos do líder. Os membros dirigem as reuniões da célula. O líder não se prepara, por isso deixa as coisas acontecerem. Ele aparenta estar passivo e não parece se importar com nada. Este estilo proporciona fragmentação e fortalece e indecisão.

  • Qual destes estilos tradicionais é o melhor? 

Quase todos concordariam que cada estilo tem seu momento, local, e uso, mas a maioria das pessoas iria preferir o estilo democrático.

  • Existe outro tipo de liderança que poderíamos utilizar?

O estilo de liderança de serviço está baseado em Lucas 22.25-26. “Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve”.

  • Um verdadeiro líder é aquele que ganha o respeito e a lealdade pela maneira como trata as pessoas. Veja como são os líderes que servem:
  1. Não impõem sua vontade;
  2. Não tentam manipular politicamente para prevalecer sua vontade;
  3. Não “passam por cima das pessoas”, ou deturpam a verdade para alcançar seus próprios propósitos;
  4. Os líderes que servem colocam os desejos e necessidades dos outros em primeiro lugar;
  5. Eles conquistam o respeito por causa da sua sinceridade, comprometimento, honestidade, amor, e pelo desejo de ajudar os outros a se desenvolverem.

Fazendo assim, certamente sua igreja e sua células crescerão e alcançarão o pleno propósito de Deus para suas vidas. Sua igreja crescerá e fará infinitamente mais do que já fez em qualquer outro tempo, pois o Espírito Santo está capacitando os leigos para ajudar em todo o processo de crescimento e multiplicação.

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Extraído da Revista MDA Ano II – Nº 05/2014. Texto de Ivanildo Gomes, pastor adjunto na Igreja da Paz Fortaleza, diretor da Escola Ministerial Paz – EMP, e editor literário da Revista MDA e da MDA Publicações.

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